
O amor é tão aleatório quanto a quantidade de partículas que uma gota de orvalho desprende ao se chocar com o solo ainda úmido de uma manhã fria de inverno. É tão aleatório quanto a quantidade de piscadas de um olhar apaixonado. Não é difícil viver o amor, difícil é esquecê-lo. Admito que vivi momentos tão fantásticos, avassaladores e absolutos, que até hoje ando em busca de algo semelhante, em vão. Já chorei por amor, já me deprimi, já me entreguei verdadeiramente a poesia de uma promessa. Já me iludi, já fui enganado, traído, maltratado, mas, sempre fui fiel as minhas expectativas. Às vezes, nos parece tão perfeito, tão único, que nunca paramos para imaginar que um dia pode chegar ao fim. A vida nos prega metáforas redundantes, dotadas do poder de nos tornar novas pessoas. Eu optei por me transformar... paguei o preço justo. Mas, sobretudo, acredito no mistério do aleatório, que sacrifica a beleza do orvalho para nos mostrar que não existe verdadeira mudança sem se viver o breve intervalo que separa a folha, do solo ainda úmido de uma manhã fria de inverno. Não há cura para o nascer e o morrer, a não ser saborear o intervalo...
Robson souza
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