segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sou assim...


Sou assim Duas de mim. Às vezes três Quatro... cinco... seis. Sou uma por mês. Me diversifico, têm horas que eu grito. Vivo num conflito. Mostro ao mundo minha dor. Outras horas, só sei falar de amor. A mais romântica, melodramática, estática, chorosa e nervosa, carente e decadente, vingativa e inconsequente. Aí quando menos percebo, me transformo em mulher cheia de medo. Cheia de reservas, coberta de sutilezas, séria e sem defesa. No minuto seguinte, no papel de mulher fatal vivo logo a tal. Aí sou a dona do mundo, segura e destemida, ativa e atrevida. Rasgo meus segredos ao meio e exponho num roteiro de poesia ou texto. Agrido, inflamo. Conto o que ninguém tem coragem de contar. Explico detalhes que é bom nem lembrar. Sou assim, várias de mim. Sorriso por fora, angústia toda hora. Por dentro um tormento, no rosto nenhum sofrimento. No corpo uma explosão de prazer, nos olhos, meu desejo deixo perceber. Melhor nem me conhecer. Fique com minhas letras, com as minhas palavras. Na vida real sou bem mais complicada. Sou mil. E quem tentou, descobriu. Que viver ao meu lado é viver dentro de um campo minado, prestes a explodir. Mas, quem esteve nele, nunca quis fugir.

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